Com Maria, junto à cruz
Faça desta oração um tempo para contemplar o amor de Jesus e a presença fiel de Sua Mãe.
Conheça a devoção nascida em Campinas, a história de Irmã Amália e um caminho de oração, confiança e encontro com Jesus.
A Coroa das Lágrimas é uma devoção centrada em Jesus Crucificado. Em suas invocações, apresentamos a Ele as lágrimas de Maria, que O acompanhou no caminho do Calvário. [1]
Faça desta oração um tempo para contemplar o amor de Jesus e a presença fiel de Sua Mãe.
Apresente suas intenções, suas dores e sua gratidão, com abertura à vontade de Deus.
Deixe que cada invocação seja um gesto de fé. Não tenha pressa: reze com atenção e amor.

Uma vida ligada à Paixão de Cristo.
Retrato histórico · créditosAntes de a Coroa das Lágrimas atravessar fronteiras, houve uma jovem que deixou a Espanha e encontrou no Brasil o caminho de sua consagração.
Amália Aguirre Queija nasceu em 22 de julho de 1901, em Riós, na Galiza, Espanha. Cresceu em uma família católica, em um ambiente de oração e caridade. Quando seus pais emigraram, permaneceu na Espanha para cuidar da avó. Depois do falecimento dela, veio ao Brasil em 1919, encontrando a família na Bahia. Mais tarde, seguiram para Campinas. [7]
Em 20 de abril de 1928, Amália começou a vida comunitária com Maria Villac e outras seis companheiras, no Instituto das Missionárias de Jesus Crucificado. Recebeu o nome religioso que expressaria sua espiritualidade: Amália de Jesus Flagelado. [7]
Fez seus votos perpétuos em 8 de dezembro de 1931. Pertenceu, assim, ao primeiro grupo de religiosas da congregação fundada por Dom Francisco de Campos Barreto e Madre Maria Villac. [9] Faleceu em Taubaté, no interior de São Paulo, em 1977. [14]
Conhecer sua história é olhar para a entrega de uma religiosa, não apenas para os acontecimentos extraordinários associados à sua vida.
Os escritos e relatos da devoção apresentam uma espiritualidade centrada na Eucaristia, na meditação da Paixão e na oração pela conversão dos pecadores. A compaixão por uma família aflita aparece na própria origem da Coroa: diante do sofrimento alheio, Amália se recolheu à capela para interceder. [3]
Seu legado convida a unir oração e caridade: levar a Deus as dores do próximo e não permanecer indiferente a quem sofre.
As narrativas de sua vida descrevem êxtases e estigmas: marcas e sofrimentos associados à crucifixão, à flagelação e à coroa de espinhos. O apostolado situa o início das manifestações externas em 21 de agosto de 1928, após a Comunhão. [8]
Esses acontecimentos tornaram Amália conhecida como mística e despertaram atenção pública ainda em 1928. Os registros históricos documentam essa repercussão; por si só, não resolvem o discernimento da origem sobrenatural dos fenômenos. [13]
Três acontecimentos estão na origem desta devoção. Conheça a sequência transmitida pelos relatos atribuídos a Irmã Amália.
Um pai de família procurou o convento, angustiado com a grave doença da esposa. Compadecida, Irmã Amália foi à capela e se ofereceu a Deus em favor daquela mãe. Segundo o relato, Jesus lhe indicou que pedisse a graça pelos merecimentos das lágrimas de Maria e ensinou as duas invocações que hoje formam a Coroa.
“Se deseja obter essa graça, peça-a a Mim pelos merecimentos das Lágrimas de Minha Mãe.”
O relato também anuncia que Maria entregaria esse tesouro ao Instituto. A iniciativa da devoção é apresentada, portanto, como um convite de Jesus a honrar as lágrimas de Sua Mãe.
Enquanto rezava na capela do Instituto, Amália relatou ter visto Nossa Senhora aproximar-se sorrindo, com túnica violeta, manto azul e véu branco. Em suas mãos, trazia uma coroa de contas brancas e luminosas.
Maria entregou a Coroa à religiosa, relacionando-a às invocações anteriormente ensinadas por Jesus. O relato associa essa oração à conversão dos pecadores, à misericórdia e à vitória sobre o mal.
“Todas as graças que forem pedidas por intermédio de Minhas Lágrimas, meu Filho concederá.”
Um mês depois, o relato registra o pedido de uma medalha com Nossa Senhora das Lágrimas e Jesus Manietado. A medalha e a Coroa pertencem à mesma devoção: unem a memória das dores de Maria à contemplação da mansidão de Jesus. [5]
Conheça os dois lados da medalhaAs frases entre aspas são trechos das publicações indicadas; os demais textos são sínteses e reflexões. As promessas são apresentadas no contexto desses relatos, não como garantia automática de resultados. Revelações privadas não substituem o Evangelho nem os sacramentos. [6]
As cores e os gestos têm um sentido na tradição desta devoção. Esta síntese acompanha a explicação de sua iconografia. [10]

Recorda o Céu e o amparo materno. Na explicação devocional, inspira esperança, confiança e coragem nas tribulações.
Evoca a dor e a participação de Maria nos sofrimentos de Jesus. É um convite à compaixão e à humildade.
Cobre a cabeça e o peito. Simboliza a pureza de Maria e a integridade de seu coração.
A Coroa oferecida nas mãos lembra as lágrimas de amor e de dor, apresentadas a Jesus na oração.
Mesmo sob o título das Lágrimas, Maria acolhe com ternura. Seu sorriso comunica consolo, paz e alegria.
Expressa atenção aos filhos e às suas necessidades: um olhar materno sobre os sofrimentos da humanidade.
Manietado significa com as mãos atadas. A imagem recorda Jesus preso durante a Paixão — o mesmo Senhor a quem se dirigem as súplicas da Coroa. [2]
Na representação devocional, Ele aparece de pé, com as mãos amarradas diante do corpo. Não é outro Jesus nem uma devoção separada de Nossa Senhora das Lágrimas: é o Filho, presente também no verso da medalha, a quem Maria nos conduz.
Ao rezar, podemos pedir a graça de não responder à ofensa com ódio, de buscar a verdade sem perder a caridade e de permanecer fiéis a Deus nas provações. A mansidão não nos pede cumplicidade com a injustiça: convida-nos a enfrentá-la sem nos deixarmos governar pelo rancor.
“Por Vossa mansidão divina, ó Jesus Manietado, salvai o mundo do erro que o ameaça!”

A medalha recorda a compaixão de Maria e a mansidão de Seu Filho. Suas duas faces trazem as invocações que também acompanham a oração da Coroa. [5]

“Ó Virgem Dolorosíssima, as Vossas Lágrimas derrubaram o império infernal!”
“Por Vossa mansidão divina, ó Jesus Manietado, salvai o mundo do erro que o ameaça!”
Ao trazer a medalha consigo, faça dela uma lembrança da oração e um convite à humildade, à mansidão e à conversão. Não a trate como amuleto: a confiança do cristão está em Deus, não em um poder mágico atribuído ao objeto.
São sete grupos de sete invocações, com uma oração na conta que inicia cada grupo. Depois, rezam-se as três contas finais e as orações de conclusão. [1]
Recolha-se por um momento e faça a oração inicial.
Reze “Vede, ó Jesus…” e, em seguida, sete vezes “Meu Jesus, ouvi os nossos rogos…”.
Repita “Vede, ó Jesus…” três vezes. Termine com a oração final e as jaculatórias.
Todas as orações, na sequência da Coroa. Leia no seu ritmo, acompanhe com suas contas ou imprima para rezar em família e em comunidade.
Redação conferida na publicação da Canção Nova. Veja também a estrutura divulgada pelo apostolado Coroa das Lágrimas Oficial.
Sete grupos de sete invocações · Orações completas
Recolha-se, apresente suas intenções e faça o sinal da cruz. Ao concluir, pode-se fazer novamente o sinal da cruz.
Eis-nos aqui aos Vossos pés, ó dulcíssimo Jesus Crucificado, para Vos oferecermos as lágrimas d’Aquela que, com tanto amor, Vos acompanhou no caminho doloroso do Calvário. Fazei, ó bom Mestre, que nós saibamos aproveitar a lição que elas nos dão, para que, na Terra, realizando a Vossa Santíssima Vontade, possamos um dia, no Céu, Vos louvar por toda a eternidade.
Vede, ó Jesus, que são as lágrimas d’Aquela que mais Vos amou na Terra e que mais Vos ama no Céu.
Meu Jesus, ouvi os nossos rogos, pelas Lágrimas de Vossa Mãe Santíssima.
Vede, ó Jesus, que são as lágrimas d’Aquela que mais Vos amou na Terra e que mais Vos ama no Céu.
Virgem Santíssima e Mãe das Dores, nós Vos pedimos que junteis os Vossos rogos aos nossos, a fim de que Jesus, Vosso Divino Filho, a quem nos dirigimos em nome das Vossas lágrimas de Mãe, ouça as nossas preces e nos conceda, com as graças que desejamos, a coroa da vida eterna. Amém.
Por Vossa mansidão divina, ó Jesus Manietado, salvai o mundo do erro que o ameaça!
Ó Virgem Dolorosíssima, as Vossas Lágrimas derrubaram o império infernal!
Fontes: Canção Nova — “Nossa Senhora das Lágrimas: origem, história, aparições e como rezar a Coroa”; Coroa das Lágrimas Oficial — “Reze a Coroa das Lágrimas”.
Uma ajuda para conhecer a devoção e viver este momento de oração.
Uma iniciativa independente de divulgação e oração. Este site não é um canal oficial da Congregação das Missionárias de Jesus Crucificado, da Canção Nova ou dos apostolados citados. Não recebe pedidos de oração nem representa essas instituições.
Critério editorial. Dados biográficos, relatos de aparições e reflexão espiritual são apresentados de modo distinto. As falas de Jesus e Maria são atribuídas aos relatos publicados, não tratadas como transcrições bíblicas. A expressão “mística de Campinas” não é uma classificação oficial de santidade nem um ranking entre místicos.
[1] Modo de rezar e estrutura da Coroa. Coroa das Lágrimas Oficial — Reze a Coroa
[2] Redação das orações e contexto da devoção. Canção Nova — Nossa Senhora das Lágrimas
[3] Relato de 8 de novembro de 1929. Coroa das Lágrimas Oficial — Aparição de Jesus
[4] Relato de 8 de março de 1930. Coroa das Lágrimas Oficial — Entrega da Coroa
[5] Relato de 8 de abril de 1930 e a medalha. Coroa das Lágrimas Oficial — A medalha
[6] Revelações privadas e a fé da Igreja. Vaticano — Catecismo da Igreja Católica, n.º 67
[7] Origem, família, migração e início da vida comunitária. Coroa das Lágrimas Oficial — Irmã Amália
[8] Relatos dos êxtases e dos estigmas. Coroa das Lágrimas Oficial — Fenômenos místicos
[9] Votos religiosos e comissão de estudos anunciada em 2023. ACI Digital — Notícia de 20 de junho de 2023
[10] Cores, gestos e símbolos da imagem. Coroa das Lágrimas Oficial — Iconografia
[11] Trecho de mensagem atribuída a Jesus. Coroa das Lágrimas Oficial — As mensagens de Jesus
[12] Trecho de mensagem atribuída a Maria. Coroa das Lágrimas Oficial — As mensagens de Maria
[13] Contexto histórico e repercussão pública dos acontecimentos. Centro de Memória da Unicamp — O caso Amália de Jesus Flagelado
[14] Nota da Arquidiocese de Campinas reproduzida em 2023. Aliança de Misericórdia — Nota e contexto histórico
Nossa Senhora das Lágrimas. Recolorização de Gsanti2024, 2023. Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0. Exibição redimensionada; a imagem do início possui recorte de enquadramento por CSS. Sem alterações no arquivo original.
Jesus Manietado. Recolorização de Gsanti2024, 2023. Wikimedia Commons, sob CC BY-SA 4.0. O enquadramento por CSS recorta as faixas de inscrição em espanhol; o arquivo original permanece intacto. Eventuais adaptações das duas recolorizações permanecem sob CC BY-SA 4.0.
Retrato de Irmã Amália. Fotógrafo desconhecido. Wikimedia Commons, cuja ficha o identifica como domínio público. Redimensionamento de exibição e leve tonalização por CSS.
Fotografia da medalha. Imagem divulgada por Coroa das Lágrimas Oficial, carregada diretamente da publicação para referência visual. A página não informa o fotógrafo nem uma licença livre; os direitos da fotografia permanecem com seus titulares. Sua reprodução não indica parceria ou endosso.
Carregamento externo. As imagens e as famílias Cormorant Garamond e Inter são carregadas pela internet. Sem conexão, os textos, as instruções e as orações continuam disponíveis, com fontes alternativas. Os desenhos de contas são esquemas didáticos, não fotografias da medalha.
Fontes consultadas em 7 de setembro de 2026. Textos de apresentação redigidos para este projeto; orações tradicionais transcritas para uso devocional.